Por: Adriane Lourenço
A entrevistada desta semana é a estudante da UFPR Susane da Silva. Que vai nos contar um pouco a respeito do curso de Psicologia e suas impressões.
1. O que levou você a cursar Psicologia?
R: Primeiramente precisar dela e constatar que ela é realmente importante e eficaz naquilo que se propõe. Também a vontade de entender a mente humana, por gostar muito de filosofia e pela aproximação dela com a psicologia.
2. O que você esperava quando entrou na faculdade de psicologia e qual a sua visão hoje sobre a profissão?
R: Esperava encontrar “fórmulas mágicas” e acreditava que o mais importante da profissão era ajudar os outros com técnicas que pudessem resolver os seus conflitos e suas “doenças psíquicas”, e que isso seria fácil e linear. Não esperava encontrar tantas abordagens diferentes e maneiras diferentes de ver o ser humano, e o quanto é complexo trabalhar com uma ciência que se propõe a estudar a mente, uma vez que nem tudo é observável e pode ser comprovado empiricamente. Além disso, não sabia da importância do auto-conhecimento, de trabalhar os próprios conflitos quando se quer trabalhar como psicoterapeuta. A graduação é só o começo.
3. O que você espera da psicologia como profissão?
R: Grande parte dos estudantes pensa em trabalhar com psicologia clínica, porém a gente conhece durante o curso muitos outros contextos onde a psicologia está inserida e das várias possibilidades e áreas que se pode trabalhar. Eu ainda pretendo trabalhar com clínica, apesar de saber que é difícil e que o atendimento psicológico é ainda elitizado, pois as consultas não são baratas.
4. O que você sugere para aqueles que pensam em fazer psicologia.
R: Acredito que o contato com a terapia como paciente/cliente é muito importante, mas não indispensável, num primeiro momento. Ler sobre o curso, buscar na literatura sobre a história da psicologia e sobre como está a profissão hoje, suas abordagens e áreas de atuação, é um bom começo.
Obrigado Susane pela entrevista!
[trabalho de tratamento especial]
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