Por: Juliana AntunesDe acordo com pesquisa realizada pelo Sindesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada) há cerca de 1500 empresas de segurança privada e mais de meio milhão de vigilantes regularmente empregados no Brasil, seria este número tão grande devido ao fracasso da segurança pública em nosso país? Para alguns pesquisadores, como Durkheim, o crime é um fato comum em qualquer sociedade. Mesmo sendo verdadeira, esta afirmação causa desconforto à população. Por que crimes são comuns, se temos quem nos proteja? Pois bem, mesmo se a segurança pública combatesse pelo menos 80% dos assaltos diários, ainda assim 20% sofreriam com a violência. Chegamos então à conclusão que a segurança pública não é 100% eficaz. Vítimas sempre existirão, mas caberá aos cidadãos reduzirem as possibilidades de assaltos e outros crimes.
Em Curitiba as empresas de segurança privadas, somam mais de 20, fora os seguranças terceirizados ou aqueles que trabalham como vigia por conta própria (chefes de seu próprio negócio). Neste meio há muito emprego informal, sem careteira assinada. Este é o caso dos seguranças de casas noturnas. Muitos trabalham para complementar o salário (o famoso bico), recebem por noite trabalhada e não possuem vinculo com o estabelecimento.
Pois bem, devido a esses casos de trabalho informal não foi possível à prisão em flagrante de um segurança no ultimo dia 16/02 um sábado. Um adolescente de 19 anos foi brutalmente espancado por um segurança em uma casa noturna, localizada na Avenida Batel. Rapidamente após bater no jovem o segurança fugiu do local sem deixar rastros. A casa noturna alegou não estar “a par” da situação e que naquele momento não haveria nenhum chefe de segurança para falar sobre o caso. Este não é o primeiro e nem será o ultimo caso, como informa o policial militar Campos. “Todo final de semana esta história se repete, vamos atrás do segurança acusado e cadê ele? Já não é a primeira vez que isso acontece, infelizmente a lei favorece os culpados, infelizmente” conclui o policial.
Na maioria das vezes esses seguranças de bares e casas noturnas não têm nenhum treinamento específico, por isso agem com tanta brutalidade. Existem cursos de defesa pessoal e alguns específicos para essas pessoas que atuam com público diferenciado. Para Cristiane Broza, segurança feminina de uma famosa casa noturna, na maioria das vezes o contratante não oferece nenhum auxilio. “Eles só perguntam se temos alguma experiência com o público e fica por isso mesmo” diz Cristiane. Em algumas casas noturnas não há qualquer norma para contratação dos seguranças, isto é, não são preenchidos formulários que oficializem o trabalho do empregado ou da terceirizada. Ainda de acordo com Cristiane, ela afirma já ter visto colegas de trabalho portando armas de fogo, sem nem ter o porte legal. “Eles costumam dizer que se a coisa ‘apertar’ a arma resolve” conclui.
No Paraná as empresas de segurança privada associadas ao Sindesp somam 70, mas o mercado informal preocupa o sindicato, pois o número de empresas clandestinas supera em 30% número dessas empresas regulares. É uma realidade preocupante, se levada em consideração o risco de contratar agentes despreparados para zelar segurança de pessoas. Estas empresas irregulares não possuem treinamentos específicos exigidos pela Polícia Federal, não priorizam antecedentes criminais, muito menos fazem exames de saúde física e mental com seu contingente. O primeiro passo para que essas empresas saiam do mercado e os contratantes possam confiar nos serviços prestados, é um projeto de lei, mas como isso ainda demorará devido ao sistema com que o nosso pais cuida da segurança. Então uma medida a médio prazo é antes de contratar algum serviço privado, conferir se ela pertence a lista de empresas legais e liberadas pela Policia Federal para atuar.
Veja abaixo as empresas de SEGURANÇA PRIVADA que são associadas ao SINDESP-PR
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