sexta-feira, 30 de maio de 2008
Reflexão
MACHADO, Arlindo. A ilusão especular.São Paulo, Editora Brasiliense, 1984
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Zé Hamilton na UniBrasil
Aproveitando que sexta-feira não teve aula por causa do recesso e para não deixar essa semana passar em brancas nuvens vale deixar registrado aqui a passagem de José Hamilton Ribeiro pela UniBrasil. Um senhor genial que faz jus ao “apelido” que lhe deram: “O repórter do século”. O que mais chama atenção no Zé Hamilton é a sua humildade. Um cara com mais de cinqüenta anos de profissão que diz que aprendeu somente três durante toda a carreira é um exemplo a ser seguido, principalmente pela gana do conhecimento que ele demonstra ter. As três coisas que ele citou de aprendizado foi que a água quente das torneiras fica sempre na torneira do lado direito, que azeitonas pretas são tingidas e que de um ovo de cobra você jamais pode esperar que saia um canário.
Mesmo quando relata o horror que viveu na guerra do Vietnã, o faz com um humor de dar inveja. E por mais absurdo que pareça ele nunca pensou em desistir do jornalismo mesmo dando uma parte do seu corpo em nome da profissão.
O Zé Hamilton demonstrou muita paciência com estes futuros repórteres, mesmo com as perguntas bobas que foram feitas, todas foram respondidas com um bom humor e um “Q” de sarcasmo. Perguntas do tipo “O que leva o senhor a fazer palestras na faculdade?” Resp.: “O que me leva é sempre um convite”. Ou “Qual a diferença do Zé Hamilton que vemos na televisão, para o que vemos aqui?” Resp.: “Isso depende do tipo da televisão que você tem em casa, se for da pequena eu pareço menor e mais gordinho”.
Em suma ele é praticamente a história viva do jornalismo brasileiro, com um metro e oitenta de muita simpatia, histórias para contar e muito mais muito humor.Somos certamente privilegiados por convivermos com ele mesmo que por alguns poucos minutos.
Um olhar, vários olhares
Esses dias lendo o jornal da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a edição especial de março, só com nomes consagrados do fotojornalismo, deparei-me com o pensamento que alguns têm diante de certas cenas. O horrível é constrangedor, o belo é fascinante. Desde pequeno aprendemos que certas coisas são boas e outras nem tanto. Mas, pois bem, após quase três anos cursando jornalismo, posso dizer que as coisas não me encantam só pelo o que elas aparentam apresentar, mas sim pelo o que elas me fazem pensar. Voltando ao jornal da ABI, me surpreendi com as fotos de Márcia Foletto, posso dizer que além de oportunismo e coragem, não é fácil ser fotojornalista. Já diziam que a foto eterniza o momento, e é bem isso que sinto ao ver as fotos de Márcia. Uma foto tirada por Márcia que faz a gente refletir o valor da nossa profissão, é a “trem-bala”, quando o trem, repleto de autoridades, cruzava a favela do Jacarezinho (RJ), traficantes atiraram nos vagões, e então a fotojornalista teve dois pensamentos; por primeiro pensou em se proteger e em segundo em registrar o momento. Não é toa que esta foto ganhou dois prêmios e foi eleita a melhor de 2007 do jornal O Globo.
Somos humanos, temos sentimentos, e coração. É impossível prever qual seria a reação perante a um fato desses. Posso dizer que tiraria a foto, exerceria meu papel como jornalista, mas e na hora? Na hora, é diferente. Até hoje não passei por nenhuma situação semelhante, então não saberia qual possivelmente seria minha reação. Agora ao olhar a foto de Kevin Carter, posso dizer que não houve frieza da parte do fotógrafo, pois captar todo sofrimento através das lentes de uma câmera fotográfica acho que não uma das coisas mais fáceis de fazer. Sem sobra de dúvidas é chocante observar uma foto dessas e se perguntar o por que. O porquê ele tirou a foto, e por que não ajudou? Kevin Carter poderia estar “acostumado” com essas cenas, por conviver em um ambiente de guerra. Alias sempre haverá uma incógnita sobre esta foto que percorre o mundo. Nunca saberemos ao certo qual foi a intenção de Carter, e qual seria nossa reação.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Decisão difícil, ou nem tanto
sábado, 24 de maio de 2008
Saberia a reação?
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A menina e o urubu
Sinceramente, eu não sei se o que eu faria. Se ficaria parado, olhando a criança, se a ajudaria, se tiraria a foto e ajudaria ou se apenas tiraria a foto e iria embora. É fácil falar o que você faria agora, analizando todo o contexto histórico que a foto proporciona, mas, quando você se encontra em uma zona de guerra, no momento, a situação muda drasticamente. Prefiro ficar nesse impasse do que escolher uma ação. Eu acho quem diz que largaria tudo e salvaria a criança, por ela ser uma criança e necessitar de todos os cuidados por ser um ser indefeso e blá blá blá, não tem uma certa noção da realidade que é uma guerra. Como eu disse, é fácil falar que salvaria não estando numa guerra...eu salvaria. Agora, quem acha que tiraria a foto, está agindo de acordo com o seu trabalho a que fora designado. O que não podemos é criticar a ação da pessoa no momento da foto, falar que ela é fria, imoral. A guerra em si já é um ato imoral, critiquemos a guerra então, critiquemos o que ela causa.É difícil, para mim, tomar um partido em relação a foto, pois eu nunca estive em uma situação de guerra. Talvés, se já tivesse participado de uma, quem sabe eu poderia responder a essa questão, mas, como nunca participei, eu não sei o que faria na hora.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Urubus e fotógrafos
É impresionante como o "trabalho" do urubu é muito parecido com o trabalho de um repórter fotografico, ou não. Os dois se alimentam da desgraça alheia. Essa atitude antropofágica destes dois trabalhadores é fundamental para a sobrevivência do resto da humanidade, que não compactua da mesma inf
eliz realidade destes desprovidos de comida e sorte. Pois, sem a apetite voraz do urubu se nutrindo da carne podre de animais ou seres humanos mortos, todos os seres vivos deste planeta seriam dizimados com a diseminação de inúmeras doenças. Enquanto a faca do editor sempre muito próxima do pescoço do repórter exigindo diariamente novas imagens e fatos a serem divulgados pela midia, conscientiza a humanidade de uma realidade que precisa ser mudada pois esta cada vez pior e, quem sabe, não seremos suas futuras vítimas. A miséria africana. Portanto, benditos sejam todos os urubus e fotógrafos deste planetinha em que vivemos.quarta-feira, 21 de maio de 2008
Clicar ou não clicar, eis a questão?!
Por Gisleine Moreira
Então, está semana a proposta é analisar de forma ética uma foto tirada em 1993. E como base para redigir o texto, a pergunta: o que você faria no lugar de Kevin Carter? A foto em questão ganhou o prêmio Pulitzer. Mas eu duvido muito que no momento do clique ele tenha pensado no glamour. A foto é um registro histórico e isso é um fato, chocou, comoveu na época e ainda hoje gera muitas polêmicas.
Muitos ligaram para os jornais que publicaram a foto tão polêmica, reclamaram, espernearam, a pergunta ecoava, o que aconteceu com a menina? Eu tenho cá minhas duvidas se aquela pequena guriazinha ainda estava viva no momento do clique e mesmo se tivesse será que ela se salvaria, provavelmente ela já não tinha mais forças para reagir.
Então tirar ou não tirar? Eis a questão! Falando friamente hoje, no lugar de Carter provavelmente eu fotografaria sim!!!! Simplesmente pelo registro histórico ou pela necessidade de vender, para colocar dinheiro dentro de casa. Falar que não, seria de grande hipocrisia da minha parte. Vivemos em uma sociedade capitalista onde sobrevive o mais forte, onde a lei da selva é mais cruel do que na própria selva.
Mas falar para você leitor, se eu a ajudaria ou não, é humanamente impossível. Porque só no momento você sabe o que vai fazer. Ainda mais em uma cobertura de guerra onde a situação é tão delicada. Cada um reage conforme a situação que é submetido. Eu poderia dizer milhões de coisas aqui, que ajudaria, espantaria o urubu, mais a verdade é que eu não sei.
A situação da foto é tão surreal para nós que nunca vivemos a guerra, nem como jornalistas ou espectador de um povo. Imagina a situação do Carter que além de viver todos os horrores da guerra dos dois lados, ainda viveu a pressão ética de uma sociedade moralista, que fala, fala, e não faz nada.
O cerne da questão toda é a criança, pois inúmeras fotos do gênero foram tiradas. Mais quando se trata de crianças a sociedade é cruel com quem retrata a realidade ou faz algum mal para os pequeninos que são vistos como o futuro (vide caso Nardoni).
Parafraseado Sócrates “Só sei que nada sei”.
O que eu faria se eu tivesse atras da camera

Se fosse eu atras da maquina no momento da foto, eu faria o meu trabalho levantaria e iria embora. Primeiro pelo fato de eu estar num local que tem suas regras próprias regras. Acredito que ele só tenha pensado no que poderia ter feito quando a foto chegou ao grande público. No momento da guerra acredito que nem ele nem os colegas fotojornalistas ficaram quistionando qual foi o destino da criança, ou do urubu, por ser uma realidade competamente diferente.
terça-feira, 20 de maio de 2008
uma situação, vários pensamentos
O Clube do Bang-Bang como eram chamados os quatro fotógrafos Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroeck e João Silva, trabalhavam com fotojornalismo registrando imagens desde Apartheid até a liberação de Nelson Mandela (1990) e a sua primeira eleição presidencial.Estes amigos que cobriam guerras estavam fazendo o seu trabalho, buscando a melhor foto do acontecido, em meio aquele cenário horrível.
A história desse clube virou um livro escrita por dois dos quatro fotógrafos (Greg Marinovich e João Silva) que estiveram cobrindo a violência na África do Sul, o dia-a-dia deles e seus dilemas éticos.
Nesse ambiente de horror, Kevin fotografa uma criança negra em primeiro plano e um urubu a sua espera, em segundo plano.
O que você faria se tivesse no lugar do fotografo Kevin Carter, quando ele tirou a sua foto mais famosa?
Se eu tivesse no lugar do fotografo Kevin, eu viveria um dilema moral naquele momento. Afinal quando você está a três anos trabalhando naquelas condições, em que você vê milhares de gente morta todo dia, você precisa ser uma pessoa fria.
Primeiramente eu faria o meu trabalho. Eu tirava a foto, já que essa é a função do jornalista, informar as pessoas sobre os fatos, além de que não sou o responsável pelo genocídio eu só estaria aproveitando o momento de estar no lugar certo, na hora certa.
Eu penso que aquela minha imagem, da criança e a ave, podem ajudar mais o mundo, pois irá comover a população e está pode ir em busca da paz, com campanhas e passeatas.
Depois de ter tirado a fotografia, eu iria deixar meu lado humano falar mais alto. Eu afastaria o abutre e sem pensar nas conseqüências pegaria aquela criança no colo e a levaria até a tenda da ONU, que ficava a 1 km da onde foi feita a imagem, com o intuído de salvar essa criança.

segunda-feira, 19 de maio de 2008
Guerra é uma missão e espera julgamento

Missão. Conferir, ir, voltar, perguntar, correr, fotografar. A maquina fotográfica é armadura para o sofrimento. As balas do fotógrafo são flashs.
Sudão, 1993. Kevin Carter, 33, fotógrafo, sul africano. Fome, miséria, guerra. Criança, urubu. Esse é o cenário da foto consagrada de Carter. Nela, um abutre observa uma criança faminta como quem espera alimento. A foto lhe rendeu neste ano o prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo americano.
Espera. 20 minutos. O pouso, a criança sem forças para chegar ao abrigo da ONU, o aperto do botão da máquina. Disparo. Esse é contra o sangue, tiros, facas, bombas, lágrimas, gritos, urros, fome, miséria. Guerra.
Julgar. Se eu fosse para a guerra eu entenderia o fotógrafo predador esperando cumprir sua missão. Esperando como o urubu algo que faça valer a pena todos os pesadelos sem fim.
Guerra é outra coisa.
“Shimamoto chegou-se a mim, puxou violentamente a minha cabeça para o seu peito – numa posição em que eu não mais podia ver a perna esquerda – e, chorando, beijava seguidamente os meus cabelos:
- José, oh José, oh José, como é que foi acontecer isso?
Uma idéia veio-me então bem nítida:
-Vou morrer!”.
Esse é um trecho do livro Repórter do Século de José Hamilton Ribeiro, jornalista herói de guerra brasileiro, que perdeu sua perna esquerda numa mina em 1968, durante a guerra do Vietnã.
Morte. Auge, depressão, carta, carro, monóxido de carbono. Cada um paga um preço na guerra. Esse foi o de Carter.
Carter morreu. A guerra continua. A foto se eternizou. A fome não acabou. Mas sua missão pontual foi cumprida.
“Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento de criança… dinheiro para dívidas… dinheiro!!!… Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pela criança faminta ou ferida… pelos homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos…”
O Fotojornalista e a criança
Uma criança, um urubu e um cenário de guerra que doe o estômago. Sudão 1993, um confronto entre a SPLA (Guerrilha pela libertação do povo Sudanês) e o governo Islâmico mata mais de 600 mil pessoas de fome. Cada vez que vejo essa foto me pergunto: O que passa na cabeça de um fotojornalista neste momento? A obrigação de mostrar ao mundo o que ocorre ali naquela guerra; Retratar com ousadia a dor de um povo.
Kevin Carter, fotojornalista sul-africano responsável pela foto, esperou vinte minutos até que o urubu enquadra-se em sua lente, no seu ângulo. O ato que deu origem a uma foto premiada pelo The New York Times, perdeu seu valor a partir do momento em que ele deu as costas para a menina. Será que sua vida foi à mesma depois disso?
Não! Aos que perguntaram o que aconteceu com a criança ele respondia que não sabia, pois não era de sua alçada naquele momento salvar vidas. Porém atormentado pelos próprios fantasmas e sua falha na ação humanitária, suicidou-se meses depois.
Refletindo sobre este situação e como fotografa profissional acredito que não tiraria esta foto. Esperar vinte minutos o agonizar de uma criança, que se arrastava para chegar num posto de alimentação da ONU a 1000 metros dali. Nenhuma glória da fotografia do ano, prêmio ou dinheiro, paga ajudar o próximo. Naquele momento muitas pessoas deveriam estar na mesma situação que a criança, porém seria melhor poder andar de cabeça erguida e dormir em Paz, sabendo que fez sua parte. Kevin Carter errou ao não ajudar aquela menina.
O repórter fotográfico tem que antes de tudo ter ética e caráter. Você pode impressionar o mundo com fotos que retratem uma guerra. Não precisa necessariamente passar por uma situação destas para alcançar um sucesso profissional. Vide Sebastião Salgado.
Para saber mais sobre o fotografo Kevin Carter, a fotografia e a guerra do Sudão entre no site studium da Unicamp:
http://www.studium.iar.unicamp.br/13/2.html?studium=index.html
E para maiores informações sobre Sebastião Salgado entre no site:
http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/
A fotografia como instrumento da emoção
Ao procurar a palavra imagem, no dicionário por Silveira Bueno, a definição de imagem é a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc.; pode ser uma pequena estampa que representa um assunto religioso; figura, comparação, semelhança; e que a realidade óptica é aquela que se forma pela convergência de raios que passaram através de dito dispositivo formador de imagens e pode ser projetada.
Oscar Wilde, já dizia em seus textos que definir é limitar. Mas, ao provocar em seus textos poéticos, alongadas idéias que se assemelham a vida real, a linguagem do autor ainda se encontra viva nos dias de hoje por muitos estudiosos e leitores, e deixa livre o ambicioso entendimento individual. A comparação entre o textual e o visual pode ser lúdica, mas ambas tem algo em comum no contexto histórico.
Mas essa vontade individual de entender o processo de linguagem visual do ser humano, nos últimos anos tem feito o homem adquirir novos olhares ao processo de conceber resultado. As tecnologias proporcionaram isso oferecendo recursos inimagináveis ao juntar cores, projetar espaços, assemelhar diâmetros e criaram-se instrumentos que tentasse espelhar a realidade humana. Mas, no comum, a imagem fotográfica há muito tempo não deixou e nem deixará de representar todo um sentimento de realidade em suas técnicas inovadoras.
Mundialmente conhecido, o fotógrafo Eadweard Muybridge, de 1860, exerceu um trabalho fundamental para a sociedade, e questionado por um ex-governador da Califórnia, comprovou que um cavalo poderia ficar suspenso no ar mesmo que fosse por um segundo num registro de fotografia sobre a gravidade. A aparelhagem fotográfica utilizada por Muybridge em 1872, certamente foi um obstáculo tecnológico comparado às inovações de hoje.
O tempo na fotografia é muito próximo do zero, mas foi capaz de prender a respiração de pessoas que viram aquele cavalo suspenso na foto, e isso foi se repetindo em diferentes formas ao passar dos tempos, e foi vivenciada pelo cinema mais tarde. Naturalmente, uma imagem de pintura, escultura, foto ou filme podem provocar uma emoção positiva e negativa, guardar para sempre o que se vive num estágio da vida, somando experiências de toda uma vida humana. E no modernismo da imagem fotográfica, a presença da tecnologia, novamente, afirma a necessidade do homem em converter suas técnicas inovadoras em criar novos olhares através de um instrumento.
Na realidade contemporânea, a fotografia ainda discutida, mesmo que dissolvida em meios visuais de filmes e outros, continua exercendo uma linguagem carregada de significados. Hoje, qualquer pessoa pode fotografar, viver da fotografia, ou usá-la como diversão, trabalhando-a do modo como queira representá-la. Isto, talvez tenha feito com que os fotógrafos procurassem novos olhares. Mas qual é o olhar quando tudo pode ser empiricamente fotografado?
O fotojornalismo também evidencia essa questão, repórteres fotográficos buscam o que é diferente da sua realidade. Cobrir uma guerra, arriscar a vida na África, ou entrar numa favela na hora do tiroteio trouxe ao profissional a melhor alternativa para dar continuidade ao processo visual que textos jornalísticos necessitam na mídia. Mostrar uma imagem é praticamente responder todo um questionamento, e no dizer popular, uma imagem pode valer mil palavras, mas será essa a realidade? Para quais emoções o ser humano estar atento, e o que ele quer enxergar?
Sebastião Salgado, fotógrafo profissional brasileiro reconhecido internacionalmente por desempenhar papeis fundamentais na fotografia, mostrou a realidade do trabalho, e da África em sua pobreza absoluta. São imagens reais que ficam guardadas na história e ao mesmo tempo exposta é viva de emoções. Na imaginação das pessoas a memorável luta pela sobrevivência é a visão do autor da foto. No olhar do fotógrafo, o que ele questiona ao ver a realidade? Talvez ele sinta, ou apenas utiliza a técnica. A fotografia por muitos passou a ser algo natural agregado aos dias de vida.
Como separar os dois temas é algo que ainda se discuti. Talvez o lado profissional de fotografar esteja ligado ao pessoal. A morte de Kevin Carter despertou afundo esse o problema vivenciado na profissão, o diferente se torna mais desigual quando a olho nu uma realidade é vivenciada. Quando se fala em fotografia, todo o conjunto participa, o “eu” fotografo, e “ela” fotografada. O que o fotógrafo quer representar abri um caminho de novos questionamentos, estes que devem ser mostrados.
Greg Marinovich sofreu um atentado na África do Sul.
Kevin se matou por pressão da própria profissão ao fotografar uma criança que morria de fome, e no enquadramento da foto um urubú estava para devorá-la. Até que ponto a imagem pode julgar o profissional que a representa? A imagem é a representação da vida, nela se enquadra vários ângulos sobre o ato da experiência humana. O que aconteceria se uma foto dessa nunca viesse às manchetes? Sob várias tomadas podem definí-la.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Processo de cobertura do minuto a minuto
O processo de produção desta cobertura minuto a minuto começou muito antes do evento propriamente dito. Hoje depois da aula as meninas da equipe Sheila e Tamie foram filar a “bóia” na casa desta repórter que vos escreve. Depois segundo os rumos femininos fomos bater um papinho na casa da Danielle Mei (que mesmo estudando a noite não nos abandonou.)
Pegamos a Juliana outra membro desta equipe totalmente feminina e fomos em direção ao nosso destino Parque Shopping Barigui. Mas propriamente dito na Fnac. No inicio tivemos alguns problemas técnicos, com o computador. Depois de tudo resolvido a cobertura foi um sucesso!
Nosso minuto a minuto com duas pagina do blog foi divertidíssimo, principalmente com a coletiva de imprensa com as crianças da gazetinha e com a apresentação do antropofocus que é risada garantida.
Durante a cobertura que foi no café da Fnac, é lógico que a Gi comeu doce e a Tamie bebeu água por incrível que pareça hehehehehehehe. Depois de muitos risos com a esquete finalizamos a coletiva com uma entrevista com o Editor Chefe Cristiano, que alias é um amor de pessoa e merece todos os nossos agradecimentos.
Depois de todos os rapapés de praxe as meninas gordinhas deste grupo é claro foram fazer uma boquinha na praça de alimentação, e para não fugir ao costume no Mc’donalds é claro, onde este texto está sendo escrito. Com a Sheila sentada morrendo de sono e as mais pilhadas Danielle, que deu grande colaboração , Tamie e Gi que vão deixa-los neste momento para seguir o rumo da roça, ou seja casaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Reforçando os agradecimentos ao Cristiano e ao pessoal sangue bom da Gazetinha, e a colaboração especial de Danielle Mei.
Até a próxima pessoal!!!!
Rir e doar dinheiro
Rir e coçar é só começar. Antropofocus, a convite do editor da Gazetinha, fez uma improvisação que consiste em: duas pessoas começam uma cena, o diretor bate palma, a cena congela e um outro ator entra na cena, transformando-a em outra cena totalmente diferente.
Até me colocaram no meio da piada inicial da improvisação. "Alguém ajude a Sheila com dinheiro, ela está precisando".
Encerramento coletiva
20:55 Encerramento da coletiva com o grupo de humor (http://www.antropofocus.com.br/). Espetáculo do grupo no Alice Bar todos os sabados as 21:30 da noite.
Pergunta Sheila

20:50 A Sheila Irene pergunta se todos fizeram faculdades juntos - 4 responderam afirmativamente e que era infernal a convivencia.
Novos reporteres mirins
Dois repórteres mirins apresentam como será o processo para os novos repórteres mirins. Serão aceitos crianças de 12 a 15 anos. Os cupons serão lançados na Gazeta do Povo nos dias 17, 24 e 31 desse mês. A seleção será nos finais de semana de junho e os selecionados serão avisados por telefone.
Humor negro curitibano

20:40 - A Gisleine pergunta para o grupo sobre o humor negro curitibano.
O grupo responde que o humor está ligado ao autor Dalton Trevissan e o frio da cidade.
Grupo Antropofocus
por: Tamie Ono LorEvento delicioso
Enquanto Cristiano Freitas falava sobre o projeto no Hospital Pequeno Príncipe – onde adolescentes internados terão acesso à comunicação – as pessoas no Fran’s café se deliciando com sopas e doces. Um documentário será realizado sobre como é ser adolescente em Curitiba, segundo Freitas.
Seleção reporter mirim
20:05 As reporteres Ana e Camila falam da seleção dos novos reporteres- mirins. O editor do caderno Cristiano, continua explicando como funciona a seleção.
Um pouco sobre os reporteres mirins

Dia a dia reporter mirim

19:55 Os reporteres-mirins Guilherme e Fernanda apresentam o que um reporter mirim fazem e suas atividades.
Começamos!
35 anos da Gazetinha
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Duelo de Tricolores
São Paulo e Fluminense começam hoje as 21h50 no Morumby, em SP, a decisão para as semifinais da copa libertadores. As duas melhores defesas do campeonato, com quatro gols sofridos cada um em oito jogos. E o ataque tem algo em comum também, dois gigantes de area, Washington do Flu e Adriano do SP.
Mais de 52 mil ingressos foram vendidos antecipadamente e espera-se um público superior a 65 mil torcedores.
Fiquem agora com a cobertura do jogo.
21h46- Muitos fogos de artifício e torçedores do tricolor paulista fazem a festa aqui no bairro.
21h48- Mesmo o jogo sendo em São Paulo, a torcida do Fluminense comparece em massa.
21h50 - Time da casa entra em campo e é ovacionada pela torcida.
21h55 - Jogo já está para começar.
Escalação
São Paulo: Rogério Ceni – Jancarlos – Alex Silva – Miranda – Richarlyson – Zé Luis – Hernanes – Fábio Santos – Hugo – Dagoberto – Adriano
Técnico: Muricy Ramalho
Fluminense: Fernando Henrique – Gabriel – Roger – Luis Alberto – Junioo César – Ygor – Cícero – Darío Conca – Thiago Neves – Dodô – Washington
Técnico: Renato Gaúcho
21h56- Jogo tem início
21h57 - Adriano é a grande arma do São Paulo nesta noite. O imperador já marcou quatro gols na competição. No banco de reservas, Aloísio é a novidade.
22h00 - Adriano quase marca e a galera se anima, uma curva da bola salva e na sequencia impedimento.
22h07 - Falta perigosa a favor do Fluminense. Rogério Ceni faz boa defesa.
22h10 - Flu pressiona - Gabriel cruza a bola na área, Alex Silva corta mal e Junior César bate de primeira. A bola bate no zagueiro tricolor e vai pela linha de fundo. Torcida do Fluminense gosta do que ve nos primeiros 15minutos de jogo.
22h11 - As defesas trabalham bem e o jogo é equilibrado no meio do campo.
22h16 - GOOOLLLL do São Paulo. Com 20minutos de jogo, Adriano abre o placar.
22h20 - Boa jogada de Adriano pela esquerda. Ele se livra do marcador e cruza pra Dagoberto. Roger salva o Fluminense. Quase 25min do primeiro tempo. O São Paulo se anima e domina o jogo, a torcida do bairro do Alto da gloria se anima e solta foguetes.
22h24 - Boa jogada de Dagoberto pela esquerda. Falta marcada próxima a grande área.
22h24 - Boa jogada de Dagoberto pela esquerda. Falta marcada próxima a grande área. Dagoberto cobra e a bola sai pela linha de fundo.
22h26 - Thiago Neves do Fluminense leva cartão amarelo por falta em Richarlyson. É o primeiro cartão do jogo.
22h30 - São Paulinos fazem muita festa no Bar do Giron. Jogo se aproxima dos 35minutos.
22h31 - Falta perigosa para o Fluminense pelo lado direito, próximo a grande área do time paulista.
22h33 - Thiago Neves cobra e a bola bate na barreira. 37 de jogo e cartão amarelo para Jean Carlos do são Paulo.
22h40 - Escanteio para o São Paulo. Jean Carlos cobra e Henrique faz grande defesa. Jogo se aproxima dos 45minutos e o juíz dá1 minuto de acréscimo.
22h42 - Termina o primeiro tempo. Adriano fez; São Paulo 1 Fluminense 0.
23h - Segundo tempo está para começar. Muitos Foguetes na região do Alto da Gloria, São Paulo volta a campo.
23h02 - Renato gaúcho tecnico do Flu esta otimista para o segundo tempo e espera no toque da bola marcar gols.
23h03 - Começa o segundo tempo. As duas equipes voltam para o campo sem nenhuma modificação.
23h09 - São Paulo começa segundo tempo pressionando a zaga do tricolor carioca.
23h10 - Richarlyson chuta bem de fora da área. Carlos Henrique faz boa desfesa, mas já era marcado impedimento.
23h14 - Boa chegada de Arouca pela direita, ele toca para Thiago Neves qe arrisca de longe, mas a bola desvia e é escanteio.
23h17 - 15 minutos de jogo.
23h20 Jogo muito embolado no meio campo. No Fluminense sai Thiago Neves e entra Conca.
23h26 - Ritmo na segunda etapa é mais lento e as duas equipes erram muitos passes.
Cobrança de escanteio para o Fluminense. Após a disputa de cabeça na área, o auxiliar marca outro escanteio, mas prevalece a decisão do árbitro. Só tiro de meta para o goleiro Rogério Ceni.
23h30 - Dagoberto perde gol feito em boa jogada do São Paulo. Jogo chega aos seus 30minutos.
23h32 - Juíz marca falta para o Fluminense. Cobrança é perigosa.
23h34 - Cobrança é ruim e bola para na barreira.
23h38 - Aloisio entra no lugar de Dagoberto no são Paulo.
23h39 - Outra falta perigosa para o Fluminense, mas novamente a cobrança é ruim e a bola fica na barreira paulista.
23h41 - Jogo chega aos 40 minutos. Hernanes leva cartão amarelo no time do São Paulo.
23h47 - 45 minutos do segundo tempo, juíz dá 2 de acréscimo.
23h50 - Final de jogo. São Paulo tem a vantagem de perder por até 1 gol de diferença. Próximo jogo será no Rio de Janeiro, estádio Maracanã.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Links Utéis
Outros sites:
- SindiJor-PR - Sindicato dos Jornalistas do Paraná
- FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas
- Observatório da Imprensa
- Comunique-se. O portal da comunicação
- Associação Brasileira de Imprensa
- Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo
- Associação Nacional de Jornais
- FNPJ - Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo
- Comitê para Proteção a Jornalistas
- Seleção Diária de Notícias
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Brazil Cupid.com
Por este local maravilhoso, nós dois conseguimos encontrar-se. Nós encontramo-nos no local em agosto, falamo-nos e trocamos e-mails durante mais ou menos dois meses, e assim que vim a Recife. Nós estavamos muito nervosos quando cheguei. Os dias que nós estavamos junto eram maravilhosos… Nós descobrimos que nós somos muito similares e gostamos das mesmas coisas… Agora nossos planos são permanecer juntos para sempre… para casar, fazer uma família, etc…. Nós gostaríamos de dizer a cada pessoa neste local: valedá a tentativa! Em algum lugar alguém está esperando-o… pede a ajuda do deus e… boa sorte! :-) ao grupo de BrazilCupid, nosso obrigado para sempre! O Brasil sob a visão de Vogel
Joseph Henry Vogel, PhD é Professor titular do Departamento de Economia da Universidade de Porto Rico, e concedeu uma pequena entrevista, em português, por e-mail durante a semana. Em suas atividades recentes, desenvolve um projeto sobre Geopiracy, com outros estudiosos, e desenvolve também projetos sobre economia e meio ambiente. Nesta entrevista, ele fala do grande desenvolvimento do Brasil no cenário internacional, comparando-o à Irlanda de alguns anos atrás, que saiu de uma pobreza absoluta, e hoje é um dos países mais ricos da Europa. Ainda que o país construa uma boa posição no cenário internacional, na visão de Vogel serão necessárias algumas décadas para que o Brasil alcance a maturidade na forma de cuidar do seu meio ambiente e garantir uma política internacional mais precisa com os países vizinhos em questões econômicas. Para ele, a cultura nacional se mostra compenetrada nos países desenvolvidos e industrializados, produtos nacionais são observados com freqüência pelo fator dinâmico que a diversidade racial garante a um setor crescente numa economia diversificada. Leia na íntegra a entrevista:
1 – O Brasil nos últimos anos tem se mostrado muito presente em discussões internacionais. Isso tem se mostrado positivo?
Há sido positiva a forma como o Brasil tem superado a pobreza com projetos sociais e os avances tecnológicos implementados rumo ao seu desenvolvimento econômico; mas negativa quando se observa que o Brasil sofre de uma violência inimaginável e um desmatamento em grandes proporções que deixa a desejar aos olhos dos países desenvolvidos.
2 – Casos como violência urbana, taxa de mortalidade alta, crimes em que a sociedade brasileira, hoje, enfrenta. O Brasil pode mudar esse quadro?
Pode mudar sim. Mas requer uma discussão sincera e pública sobre coerção mútua que é também mutuamente acordada (em relação à presença da polícia nos centros urbanos, o controle sobre armas e munições, os impostos para financiar a saúde pública, limites sobre mudança de usos de solos, os efeitos dos transgênicos, etc.).
3 – Como você vê a atual economia brasileira no cenário interno e internacional?
O Brasil recuperou-se incrivelmente em termos econômicos, o que é evidente quando se observa o meio de bens de consumo. A subida do real em relação ao dólar é outro indicador que o governo brasileiro adquiriu, igualmente, controle sobre a situação fiscal do país.
4 – O Brasil deve investir em países da América Latina?
Os investimentos realizados em outros paises, neste caso, países latino-americanos, podem dar ao Brasil uma possibilidade de aproveitamento de sua posição negociadora, por tratar-se de um país mais forte, em relaçào às compensações e à distribuição da poluição resultante deste processo de inversão. Com o Mercosul, imagino que não pode haver discriminação contra investidores brasileiros em países muito mais pobres, como é o caso da Bolívia ou do Paraguai. No entanto, deve ser mantida uma estratégia de crescimento que não venha acompanhada de investidores estrangeiros que induzam efeitos ambientais negativos por causa de investimentos e da política alterada pela corrupção que muitas vezes se encontra presente em vários mega-projetos e acordos bilaterais.
5 – Quanto ao interesse de o Brasil entrar no Conselho de segurança
da ONU, é viável que isso seja necessário?
É viável e de certa forma necessário para que os países em vias de desenvolvimento tenham uma voz ativa nesta Organização. Como o Brasil é um país enorme e que não vai resolver seu problema econômico ou ambiental nas próximas décadas apesar de um forte desenvolvimento, este poderá representar os outros paises em vias de desenvolvimento nas mesas de debates e discussões com os países industrializados e ricos.
6 – A política externa brasileira está indo de acordo e com respeito aos países vizinhos?
Os conflitos são vários: entre o Brasil e a Bolívia, sobre os investimentos que não beneficiam suficientemente a Bolívia; entre a Venezuela e o Brasil sobre o álcool e a segurança alimentícia; entre a Argentina e o Brasil sobre o domínio dos demais, já que aquele não quer assumir uma posição de inferioridade nos fóruns políticos internacionais.
7 – Meio ambiente: O Brasil deve restringir mais o acesso de Estrangeiros interessados na Amazônia? Isso implica em que?
Definitivamente, NÃO. A diretriz vigente em relação a esta discussão é apenas uma cortina de fumaça para proteger os interesses relacionados à extração de madeira, à exploração de recursos minerais, à construção de novas rodovias, etc., frente a qualquer reportagem negativa que venha a resultar da continuação indevida de ditas atividades. A atenção dos meios de comunicação está centrada unicamente na Biopirataria, que é uma causa injustificada ou FALSA pelo motivo de existirem métodos muito mais efetivos para pôr em prática a proteção do acervo genético brasileiro (por ex., apoiar um cartel sobre a biodiversidade onde não importa de onde venha o recurso genético, a única coisa que realmente deve importar é a identificação de outros países onde dito recurso pode também ser encontrado, ou seja, os países que possam vir a reivindicar seus direitos por terem tido o cuidado de preservar também suas florestas, onde mencionado recurso se encontre presente. Com isso, no momento da patente, ditos países podem reivindicar, de forma equitativa, seus direitos de participar nos benefícios).
8 – O Brasil tem autonomia para falar de meio ambiente?
Claro que sim, mas autonomia não significa imunidade nem tampouco monopólio. Qualquer pessoa fundamentada, pode e deve ter o direito de comentar sobre o desmatamento brasileiro.
9 – A cultura nacional é vista e respeitada nos demais continentes?
Cada vez mais, por várias razões. A diversidade racial tornou-se quase uma moda nos países industrializados, e nenhum país representa melhor dita diversidade racial além da boa convivência entre as raças que o Brasil. Da mesma forma, a música brasileira, o cinema brasileiro, e até o estilo e moda. Como exemplo podemos citar o das Sandálias Havaianas e dos móveis brasileiros que estão penetrando o mundo desenvolvido.
10 – O que você acha do Brasil, é um país ao qual o futuro reserva
bons rendimentos? (visão geral)
Os economistas folgam que o Brasil sempre foi considerado o país do futuro. Acho que essa troça econômica virá por terra num futuro muito próximo, a partir do momento que o Brasil assumir uma posição cada vez mais robusta internacionalmente (semelhante à Irlanda que uma vez foi associava a uma pobreza absoluta, e agora é um dos países mais ricos da Europa).
Cheguei ao Brasil pela primeira vez em 1981, e ao longo de uma geração humana, voltei em 89, 91, 92, 95, e quase todos os anos a partir de 1995. Portanto, vi mudanças que pensei serem impossíveis quando vim pela primeria vez em 1981. É um fato tecnológico que a taxa de mudança acelerou desde essa época, e só posso agora imaginar o que dita taxa abarcará nos próximos 27 anos de crescimento do Brasil!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Brasil lá fora como é?
Como é vista a imagem do Brasil lá no exterior? Para obter essa resposta nada melhor que se comunicar com alguém "lá fora", foi o que eu fiz. O entrevistado é Paulo Machado formado em jornalismo, entrei em contato com ele para saber o que é comentado sobre o nosso país. Leia o que ele respondeu:
"Infelizmente, as noticias que provém do Brasil, em geral, nao contribuem nenhum pouco para a imagem pela qual o pais é visto na Itália. Além de ser pouco retratado, as manchetes brasileiras na Europa quase sempre relatam casos de violência, escândalos (caso Ronaldo recentemente) e vários outros aspectos negativos, o que acaba dando uma imagem distorcida que, por sua vez, termina por inibir o turismo em nossas cidades.
Contúdo, não há apenas pontos negativos. Os resultados obtidos pelo pais na área econômica conquistaram bastante espaco na pauta internacional dos jornais europeus. A impressão que se tem é que as pessoas aqui consideram o Brasil como uma promissora nação para um futuro de médio-longo prazo, apesar dos evidentes e graves problemas que devem ser resolvidos."Paulo Machado, 25 anos, curitibano - Diretor de Projetos de uma empresa italiana .

Foto: Paulo Machado
É de fato os grandes problemas que devem ser solucionados com certeza se tornam a temática mais importante nos países mais desenvolvidos. Os escândalos , a corrupção, a injustiça , não são vistos com bons olhos, mas afinal qual país não o faz também? Em pequena ou larga escala eles acontecem.
Gostaria de agradecer o Paulo pela entrevista: Obrigado e sucesso sempre!
Frase do dia: "Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros.
- É a única."(Albert Schweitzer)
E VOCÊS JÁ SABEM: COMENTEM!
OBRIGADO E ATÉ A PRÓXIMA...
O avião cai, a estrela brilha mas os tiros continuam
“É difícil te responder sobre o Brasil”, diz Manuel Fraga, 87, português que mora no Canadá há 45 anos, em resposta à pergunta: “você sabe o que acontece no Brasil hoje?”.
Fraga conta que durante a eleição do presidente Lula, a queda de avião da Tam, haviam correspondentes canadenses aqui no Brasil. “Fora isso, quase não aparece nada, e quando aparece é uma imagem com o apresentador narrando o que está acontecendo”. Isso, no jornalismo, é o que chamamos de nota coberta. A emissora canadense compra as imagens do acontecimento e o apresentador, no caso em francês, dá a notícia em off.
“Mas, e aí no Brasil, tens idéia do acontece aqui no Canadá?”. Respondi que aqui muito raramente vi algo envolvendo o Canadá, e normalmente há os Estados Unidos de gancho. “Pois então, pode estar -50° que o Brasil não saberá. A televisão é boa, mas não consegue falar sobre tudo”.
“Brasil vem em forma de tragédia”, conta Cláudio Martins, 25, francês. “Por exemplo, teve há uns três anos o ano do Brasil cá na França, mas não havia informações verdadeiras de como é”. Martins veio para o Brasil ano passado e pode ver a realidade do Brasil. “Nunca pensei que as cidades eram assim, as imagens cá na França do Brasil é das favelas e os repórteres falando das mortes e pobreza”.
Os fatos levam a crer que, tanto quanto sabemos dos países fora do eixo Estados Unidos, é também assim nesses. Somente notícias rápidas países exteriores ou notas cobertas são noticiadas. A correspondência internacional está ficando cara pelo jeito.





